8 de março de 2012
Acho que posso dizer que é amor, sim. Mesmo que a gente tenha se perdido para que eu pudesse encontrar a mim mesma. Mesmo que a gente tenha se perdido para que você pudesse buscar a si mesmo. É amor porque eu te guardo na lembrança bonita do meu crescimento, da descoberta do que era a co-dependência ou da fusão que subtrai. É amor, porque cantamos juntos, dançamos juntos, choramos juntos, fizemos amor intensamente, trocamos profundamente as angústias da alma, torcemos um pelo outro, nos ajudamos, viajamos juntos, gargalhamos desarvoradamente, dormimos juntos no melhor abraço um do outro, descobrimos novas músicas, sinônimos, livros, enlouquecemos lindamente, brigamos muito, fizemos as pazes várias vezes e fomos embora um do outro quando nada mais era poesia. Não foi triste, mas doeu profundamente.Uma dor resignada porque eu podia ver com clareza que já não nos acrescentávamos nada. E aprendi a trabalhar o desapego e o perdão. E hoje, quando vejo você sorrir, eu sinto que estamos bem e que fizemos a coisa certa. E o amor só pode ser isto: querer que o Outro encontre a felicidade a qualquer custo, mesmo que isso exclua você da plenitude dele. Mesmo que isto exclua o Outro da sua plenitude. — Marla de Queiroz
6 de março de 2012
"Cá entre nós: fui eu quem sonhou que você sonhava comigo, ou teria sido o contrário? (...) não era isso o que eu queria ou planejava dizer. Pelo menos, não desse jeito embaçado como uma VIDRAÇA durante a chuva. Por favor, apanhe aquele pequeno pedaço de feltro(...) limpe devagar a vidraça(...) até ficar mais claro o que há POR TRÁS. Lago, edifício, montanha, outdoor, qualquer coisa. Certamente molhada, porque só quando chove as vidraças embaçam. Será? " — CaioF
29 de fevereiro de 2012
"Tem beijo que parece mordida, tem mordida que parece carinho, tem carinho que parece briga, tem briga que aparece pra trazer sorriso. Tem riso que parece choro, tem choro que é por alegria, tem dia que parece noite e a tristeza parece poesia. Tem motivo pra viver de novo, tem o novo que quer ter motivo, tem aquele que parece feio, mas o coração nos diz que é o mais bonito. Descobrir o verdadeiro sentido das coisas é querer saber demais, querer saber demais. Sonho parece verdade quando a gente esquece de acordar, o dia parece metade quando a gente acorda e esquece de levantar." — O Teatro Mágico, Sonho de Uma Flauta.
25 de fevereiro de 2012
Quando é saudade, imaginar o nosso lugar no mundo nesse momento, às vezes, se resume à lembrança bonita no findar do dia. Quando é saudade, a ternura é o pedaço mais importante dessa distância incomum, porque sabemos que estamos juntos, de um jeito ou de outro, ainda que em espaços distantes. Porque sabemos que estar longe é, no fundo, estar fora. Quando é saudade, os amores se unem, se lembram e acontecem, diariamente, bem acima dos oceanos.
O que nos espera é maior que nós.
Talvez seja suficiente,
talvez transborde.
Talvez a gente nem lembre da aspereza dessas horas difíceis
e de como foi corrido atravessar esse instante cheio de demoras
sempre tão longas.
O que nos espera é bem maior que nós,
é o que importa. Sempre.
O nosso lugar dentro do tempo,
guarda o sorriso do mundo.
Porque Nele cabe o melhor, cabe tudo,
cabe uma eternidade…
8 de fevereiro de 2012
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